Sempre que eu estou prestes a terminar uma leitura, vago pelos blogs de minhas amigas virutais tentando encontrar suas opiniões para livros que eu já tenha aqui em casa para então decidir o que eu vou ler, especialmente porque levo muito em consideração o bom gosto de minhas novas amigas. Desta vez, parei no blog da Tonks Romances in Pink e comecei a vasculhá-lo (afinal, antes eu não conseguia abrí-li). Achei portanto, a resenha de um livro que comprei há muito tempo - A carícia do vento da Janet Dailey - como a última leitura que fiz de um livro dessa autora não me decepcionou e a resenha da Tonks foi excelente, peguei-o.A uma primeira vista, você não dá nada pelo livro - especialmente se a sua edição for igual a minha, bem velhinha, do círculo do livro e não essa capa linda que eu coloquei para ilustrar o post. O enredo parece uma promessa de um livrinho de banca desses que a gente devora de um fôlego só (que eu adoro, por sinal) - Sheila é uma moça jovem, linda e mimada que está prestes a se casar com Brad, seu namorado ambicioso e dominador. Na lua-de-mel dos dois, no México, ela descobre que além dessas características negativas que ela já conhecia, ele também é violento. Decidida a voltar para os EUA e pedir a anulação do casamento, ela não esperava que o carro fosse enguiçar no meio do caminho e que eles seriam abordados por Mexicanos que acabam matando Brad e levando Sheila consigo.
Entre esses mexicanos, um deles se destaca e é Ráfaga, o líder... lindo, tudo-de-bom e cruel. Ráfaga é um homem completamente bipolar. Ele tem seus momentos amáveis, doces e seus momentos de frieza e total falta de compaixão por ninguém. Ele é um fora-da-lei que cometeu incontáveis crimes, mas tem amor pelo seu povo e cuida dos seus... acaba claro, cuidando de Sheila e ela se apaixona por ele.
Sheila, passa rapidamente da mocinha chata e mimada para a mulher corajosa e cheia de fibra que luta por sua sobrevivência. Passamos é claro, ter um amor pelo casal e chegamos a ter ódio de Ráfaga uma certa hora do livro, que quem leu vai saber do que eu estou falando, mas que eu não vou contar. É a hora mais tensa da história e é nesse momento que vemos que ele está longe de ser um florzinha.
Devorei-o sem pena... queria somente que tivesse durado um pouco mais - a riqueza e cuidado que Janet teve ao contar a história é imensa, e apesar de grande parte do livro ser formado por cenas de sexo (incríveis, diga-se de passagem) não consegui considerá-lo um erótico nem tive nojo de nenhuma cena como aconteceu em Adeus Janette do Harold Robbins que resenhei AQUI. Por mais que se trate de um livro onde a mocinha se entrega de corpo e alma para seu captor, o amor deles cresce de maneira bonita e verdadeira... dá até para acreditar que isso poderia ser verdade.
Bem fico por aqui com uma novidade... no final de cada post vou colocar uma música (ou tentar) que me remeta ao livro. Nesse caso, não vi nenhuma que se encaixasse melhor do que Spanish Eyes da Madonna, que lembra exatamente Ráfaga - a letra, a melodia - tudo!!!
