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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

A vizinha - Barbara Delinsky

Um leve suspense nos é apresentado neste livro pela competente Barbara Delinsky. Um jovem e bela mulher, um tanto quanto anti-social está grávida. Todos se perguntam quem é o pai da criança, uma vez que ela dificilmente recebia visitas em casa, apenas de seus três vizinhos, todos casados.

Graham é bonitão, casado com Amanda. Completamente apaixonado pela esposa, vive um dilema. Quer ter filhos, mas Amanda não engravida de jeito nenhum. Pressionados pela família dele, o casal começa a tentar vários métodos artificiais para que ela conceba e nada. Isso gera conflitos no casamento, pois o sexo se torna praticamente uma obrigação e eles não mais se entendiam como antes.

Russ, do segundo casal, vive um casamento estável, mas tem todas as oportunidades de trair a esposa Georgia, uma empresária bem sucedida que viaja a trabalho sempre e deixa os filhos sob os cuidados do marido que é colunista e trabalha em casa.

Lee, o último marido, é infiel e tem um histórico bem forte de amantes, que deixaram sua esposa Karen muito desconfiada. Karen tem seus valores como mulher, mas por ser dona de casa, é um pouco descuidada com a aparência e muito insegura.

Durante o livro, vamos tentando adivinhar qual deles é o pai da criança. Na verdade, nos mostram também outros personagens que podem ter tido um caso com Gretchen e gerado o bebê. Começamos a ver também as relações entre esses casais se fortalecendo ou desmoronando mediante a falta de confiança que vai se formando entre eles.

Eu comecei a ler A vizinha antes de minha viagem para Angra e quando voltei, estava desesperada para ler um livro, fosse ele qual fosse. Antes de viajar, eu o estava achando muito mais ou menos mas quando retomei a leitura passou a ser bem mais agradável. Não sei se é porque eu estava tão disposta a ler que acabaria gostando de qualquer coisa, por isso, digo que gostei do livro mas não sei se minha opinião pode ser muito válida nesse caso.

Achei a história simples mas muito bem pensada... um suspense sem mortes, sem sangue, mas uma lição do comportamento humano. O amor de Amanda e Graham é muito bonito e sólido, mesmo com as desconfianças e o mundo parecendo estar contra eles. Vamos tomando carinho por eles e por outros personagens que são meros coadjuvantes, mas todos com uma história interessante para contar.

De tudo, o que mais me deixou decepcionada foi o final. Achei-o um pouquinho superficial e alguns desfechos ficaram corridos ou nem mesmo aconteceram. Não vou entrar em detalhes para não usar spoilers, mas acredito que outros tenham tido a mesma opiniao que eu!!!

Bjks pessoal...

segunda-feira, 8 de junho de 2009

Três desejos - Barbara Delinsky


"Três desejos conta a história de Bree Miller, que mora na cidade de Panamá, no estado de Vermont, e trabalha num restaurante. Uma noite, voltando para casa sob uma forte nevasca, Bree é atropelada por uma caminhonete. Ao acordar no hospital, lembra pouco do acidente ou das horas subsequentes, exceto pelo aparecimento de uma luz intensa, um sorriso extasiado e um som místico que lhe concede a realização de três desejos. O causador do acidente, Tom Gates, é um escritor de sucesso que acaba de se mudar para a cidade, com o intuito de reconstruir sua vida. Rejeitado pela família e pelos amigos, ele encontra em Bree o principal motivo para recomeçar a viver"

Primeiro de tudo, preciso contar para vocês o meu MICO ao terminar de ler esse livro. Acabei de lê-lo há mais ou menos uma hora atrás, quando estava no ônibus vindo para meu trabalho. O ônibus estava lotado e eu, uma louca no meio de todo mundo, CHORANDO que nem uma idiota com o final da história. Putz, ninguém me merece!

Bem, mas vamos falar do livro que foi para isso que eu vim aqui! Ainda não sei explicar qual foi meu sentimento por ele. A história é lindíssima, sem dúvida... começa de maneira um tanto quanto entediante, mas logo vai ficando mais interessante a medida que conhecemos mais o casal principal, que é muito cativante. Depois, há uma certa enrolação. Talvez para o livro ficar mais grosso e ser mais caro na livraria (hehe) não sei... mas há uma parte desnecessária pouco antes do fim. Fim este que me emocionou a ponto de me levar às lágrimas.

O livro é triste. Preparem os lencinhos e as lágrimas. Além disso, ele tem uma linda lição de moral que nos leva a ver o quanto a vida é efêmera e o quanto nós a desperdiçamos pensando em coisas fúteis e desejando coisas materiais, quando há tantas outras mais simples e mais importantes que deixamos de lado.

Os protagonistas são maravilhosamente escolhidos. Bree é doce, sensível, meiga e um tanto quanto utópica. Não existe mulher como ela no mundo, que ajuda a todos, é delicada até mesmo com as megeras da cidade e se importa com todos. A mulher é o altruísmo em pessoa. Já Tom, é um homem arrependido de todos os seus pecados - egoísmo, vaidade em exagero, super-ego, indiferença com a família... - ele vai para a cidadezinha onde Bree mora para se afastar da vida frívola que estava levando e encontrar redenção. Bree é exatamente um anjo na vida dele. Ele a atropela (sem querer) e os dois acabam se apaixonando. Cada um ensina coisas para o outro, o que torna a relação tão especial.

Há muitas coisas a se discutir nesse livro, mas vou deixar para que vocês o leiam e tirem suas próprias conclusões, senão eu vou acabar contando coisas que não devo e não quero estragar o final para ninguém!

Bem, aquela idéia de ler dois livros ao mesmo tempo não deu muito certo não! Estou na mesma, lendo um de cada vez, mas isso me ajudou a saber o que escolher para minha próxima leitura e continuarei fazendo. Quem sabe um dia eu não consigo ler dois ao mesmo tempo????