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sábado, 16 de janeiro de 2010

A ledora de rendas - Brunonia Barry


"Meu nome é Towner Whitney. Não, isso não é bem verdade. Meu nome mesmo é Sophya. Jamais acredite em mim. Eu minto o tempo todo. Sou uma mulher louca... Esta última parte é verdade."

Quando li essa primeira frase deste livro em uma das minhas visitas à Saraiva, somada com uma sinopse atraente eu falei: Preciso lê-lo. Sempre fui atraída por histórias de mulheres com dons especiais, ainda mais as perturbadas. A capa com uma mulher muito parecida com a Winona Ryder e a história passada em Salem foram também chamativos para que eu dissesse: "Oba! Deve ser parecido com As bruxas de Salem!" Que nada! Depois da primeira frase o livro foi só decepção!

Towner é realmente uma mulher perturbada, mas não no bom sentido. Ela é chata, monótona e sinceramente a história é toda assim.

Sabe quando você começa a ler um livro, vai passando de página em página e é como se a história não evoluísse? Pois é, foi o que aconteceu com A ledora de Rendas. Não sei se foi porque eu já estava meio de saco cheio de histórias lentas depois de ler Labirinto, mas só sei que não consegui ir muito longe nesse e confesso que pulei muuuitas páginas, e quer saber? Não perdi nada! Cada conjunto de páginas que eu pulava dava em uma outra parte da história e nada tinha mudado ainda.

Bem, o que acontece... essa Towner aí tem uma família estranha onde todas as mulheres são ledoras de rendas, ou seja, elas preparam o tecido e depois conseguem ver o futuro das pessoas nos desenhos que se formam. Sua mãe May criou uma espécie de abrigo para mulheres agredidas e com problemas, onde elas faziam suas rendas e vendiam e sua tia-avó Eva, uma senhora idosa (assanhada), que foi quem criou a moça na realidade, desaparece. É nesse momento que Towner, que tinha ido embora da cidade após sua irmã gêmea ter cometido suicídio, volta.

Logo nas próximas páginas descobrimos que Eva está morta, mas a presença dela ainda é sentida pela sobrinha.

Ah!!! Tem um romance também no livro... ou pelo menos a promessa de um, já que eu não consegui sentir graça nenhuma nessa parte, e olha que eu sou uma romântica incorrigível!

Bem, fico por aqui!!! Preciso encontrar um livro mais eletrizante para ler antes que eu fique traumatizada!!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O brilho da estrela - Danielle Steel


"História da bela Crystall Wyatt, criada num rancho da Califórnia, Estados Unidos, e que tinha sonho de chegar ao estrelato de Hollywood. A partir dos 14 anos, os acontecimentos conspirariam para levá-la ao sucesso."

Quem acompanha meu blog, sabe da minha história com a Tia Dani. Eu praticamente comecei meu amor pela leitura com os livros dela. Porém, naquela época, aquele glamour todo, aquela maneira quase poética dela contar suas histórias me encantavam de uma maneira, que eu chegava a sonhar com seus livros após lê-los. Hoje, esse glamour todo não me encanta mais. Hoje, eu prefiro uma história, não extremamente realista, mas mais ao meu alcance, onde as mocinhas são porretas e não parecidas com fadinhas de contos de fadas e os homens têm seus jeitos meio-cafagestes, mas acabam se rendendo ao charme da mulher e ficam loucos por elas. (Quase descrevi os livros da Nora Roberts, haha).

Não fiquei surpresa quando decidi ler mais um livro da minha antes autora preferida e me deparei com uma história bem típica dela. Uma menina (que ela faz questão de mencionar que era linda umas vinte vezes por página), que sonha em ser estrela de Hollywood sofre os diabos no rancho onde mora depois da morte do pai, seu protetor e nem mesmo quando alcança o tão sonhado estrelato para de sofrer. Ela ama um homem proibido, e sinceramente, em todos os livros que tenho lido ultimamente, ainda não encontrei nenhum mocinho tão fraco e chato como Spencer Hill. Ele se casa com uma mulher que não ama pois ela faz pressão nele, estuda direito porque os pais assim desejavam, faz tudo que o sogro influente manda e desiste da mulher que ama de verdade para levar essa vida que escolheram para ele.

Se bem que Crystal não fica atrás, ela é (como sempre) a mártir sonhadora (quase uma Maria do Bairro), que acha que todos são bonzinhos para ela sem querer nada em troca, acha que deve fazer sexo com o "fdp" do empresário dela porque ele está sendo muito bom para ela, também desiste do homem que ama pois acha que vai prejudicar a vida dele e chora muito ao longo do livro.

Não sei se é a dose diária de realidade que eu não enfrentava antes e que enfrento agora que me fez preferir outro tipo de livro. Mas é ai que vocês me perguntam: Por que ainda insiste em ler Danielle Steel se sabe que vai ser sempre assim? Por quê? Porque no fundo, no fundo, essas histórias onde a mocinha sofre os diabos e que fica feliz só na última página do livro acaba sempre nos agradando. Por mais que fiquemos com raiva de todo mundo, pelo menos eu, não consigo largar o livro até o fim. Além do mais, a escrita de Mrs. Steel é muito fácil e tranquila e não temos que pensar muito enquanto lemos.

Pessoal, eu amo Danielle Steel. Ela ainda é uma diva para mim, e eu recomendo o livro, mas com a advertência de que é bom lê-lo com um lencinho do lado. Apenas queria que pelo menos em uma história, ela fosse mais boazinha com a pobre da mocinha!!!

Bjs!

PS - Pessoal!!! Cheguei nos 100 seguidores!!!!! Que emoção!!!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Amor indeciso - Janet Dailey

"Em nome de uma paixão, dois mundos entram em choque na trama de Amor Indeciso, uma história com a marca inconfundível de Janet Dailey. É possível que, em seus sonhos, Lanna Marshall pensasse no amor surgindo de forma simples, quando encontrasse seu príncipe encantado, com o qual se casaria e seria feliz? Mas o fato é que seu coração estava dividido entre dois homens absolutamente diferente entre si, ironicamente unidos pelo mesmo sangue: Chad, o filho charmoso e rico de um especulador de terras no Arizona, foi o primeiro que a conquistou; Falcão, o bastardo nascido e criado entre os índios navajo, a atraía com sua sensualidade e gestos rústicos. "

Posso ser sincera? Não li esse livro... devorei-o!!! Não é exatamente um livro super-inteligente - é simples, com uma linguagem fácil, entretanto, é uma leitura gostosa e bonita - além do mais é muito HOT! MUITO HOT!

Janet Dailey tem seus altos e baixos. Li dois livros dela que amei - um dos Calder (acho que o nome era "Os donos da terra") e "As moças de azul". Em contrapartida, tenho também dois que mal consegui terminar. "Amor indeciso" é um livro que eu já tinha na minha estante há muito tempo, mas ainda não tinha tido interesse e no final, adorei!

Falando sobre os personagens principais... Lanna é muito legal! Pensava, pela sinopse do livro que ela seria meio promíscua, que daria em cima dos dois irmãos, mas não. Para ser sincera, nem achei o amor dela assim tao indeciso. Agora, Falcão... Falcão é um caso à parte! Que espetáaaaculo! Ele é mestiço de índio, rústico, meio selvagem, mas com modos refinados... de babar!

E... em homenagem a ele, segue uma lista dos personagens masculinos mais TDB dos livros (Não necessariamente nesta ordem):

1- Ben McKinnon - Nora Roberts - O testamento
2- Quentin Malone - Erica Spindler - Vertigem
3- Noah Perrine - Barbara Delinsky - De repente
4- Falcão - Janet Dailey - Amor indeciso
5- Theo Buchannan - Julie Garwood - O testamento
6- Philip Chamberlain - Nora Roberts - Doce Vingança
7 - James Diaz - Linda Howard - Reencontro
8 - Teddy Fullerton - Danielle Steel - Relembrança
9- Jeff Stevens - Sidney Sheldon - Se houver amanhã

Tem mais uns aí pelo caminho que não me vêm à mente agora...

Ah, se seriados estivessem incluídos nesta lista, Seeley Booth de Bones estaria presente sem dúvida!!!!!!

Bjs

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

A bruxa de Portobello - Paulo Coelho


"Quem é Athena? Uma órfã abandonada por sua mãe cigana na Transilvânia. Uma menina levada por seus pais adotivos para Beirute. Uma funcionária de um grande banco em Londres. Uma bem-sucedida vendedora de imóveis em Dubai. Uma sacerdotisa de Portobello Road. Athena é a personagem principal do livro A Bruxa de Portobello. Sua história é narrada por aqueles que conviveram com ela. Sua mãe adotiva, um jornalista interessado em vampirismo, um padre, um professor de caligrafia e uma atriz, entre outros. Os diferentes narradores traçam perfis contrastantes da personagem, combinando acontecimentos, impressões, suas próprias crenças e lembranças."

Paulo Coelho é uma pessoa muito controversa. Muitos o amam e o odeiam. Eu sinto por ele as duas coisas juntas. Gosto de ler os livros dele pois são bem poéticos e você sempre consegue arrumar uma bela frase de efeito para colocar no MSN, para colocar como epígrafe numa monografia ou até mesmo apenas para mandar para os outros em e-mail.

*SPOILERS *

Brincadeiras à parte, a história de Athena é muito confusa. Para começar o nome dela é Sherine Khalil - ela usa o nome Athena para não parecer tão estrangeira em Londres, que é onde ela vivia (?) Alguém entendeu isso? Desde quando você imagina uma Athena inglesa? No mínimo ela gostava de Cavaleiros do Zodíaco... mas... ela é uma mulher que nunca está satisfeita com nada. Fazia faculdade de engenharia, começou a namorar um rapaz e resolveu que ia largar tudo para se casar pois queria ter um filho (?) - com 19 anos!!!! E o namorado dela aceitou!!! Putz!

Depois disso tudo, a vida dela é uma constante montanha-russa e Athena é uma pessoa muito inquieta. Diria eu, egoísta, pois ela usa as pessoas da maneira que bem entende, mas ao mesmo tempo é generosa e quer dividir com os outros seus conhecimentos.

Uma coisa que eu acho curiosa no Paulo Coelho e que às vezes chega a me incomodar em seus livros - todo mundo é muito sábio! Todo mundo filosofa! Do nada em uma conversa fútil sobre maquiagem e cabelos, Athena dispara uma frase que eu não lembro exatamente, mas no melhor estilo: "Para que estamos falando disso se a alma é que importa?" - ah, vai tomar banho!

Os personagens dele também são muito inverossímeis, embora ele deixe no ar uma centelha de dúvida se suas histórias são verídicas ou não (também não vou me dar ao trabalho de pesquisar). Todos os personagens principais de seus livros buscam algo, algum crescimento espiritual e todos conseguem. Apesar disso, não sei vocês, quando li Brida, eu fiquei olhando para o ombro do meu namorado para ver se eu achava o tal ponto de luz que indicava que ele era minha alma-gêmea (hahahaha) e agora com A Bruxa de Portobello, vou tentar dançar fora do ritmo da música para ver se eu recebo uma entidade superior que prevê o futuro (hahahaha²).

O mais legal do livro - embora eu o tenha achado em um todo, um livro bom - é o final, que é bem interessante. Além disso, a maneira que ele escolheu para contar a história de Athena é bem legal também, usando de depoimentos das pessoas que conviveram com ela.

Em um todo vale a pena dar uma conferida nem que seja por curiosidade. Mas não esperem uma super-história pois não é... é bem parecido com Brida, portanto, para quem leu e não gostou, nem tente esse.

Bjs!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Pecado Original - Judith Gould


"Uma mulher ousada, a mais bem sucedida empresaria do mundo internacional da moda Hélène Junot, com sua beleza e inteligência, conseguiu construir o maior imperio de revistas do mundo, Mas os horrores de sua infância, o brutal assassinato da mãe, o estupro de irmã pelos nazistas e os anos de pesadelo como orfã indigente, tudo continua vivo em sua mente".

Um desabafo antes de começar a resenha em si: MEU DEUS... que mulher desgraçada!!! Não tem um minuto do livro que a mulher não pare de sofrer! Tá bom que ela é linda, rica, inteligente e etc... mas JESUS!!!! Quanta tragédia em um livro só... do início ao fim... nem na última página do livro a mulher tem sossego!!!

Pronto, já desabafei, agora posso fazer minha resenha! Primeiro de mais nada uma curiosidade porque Livros de Bia também é cultura :D : Judith Gould não é uma mulher!!!! Ohhhhhhh *exclamações de surpresa* - sim, meus caros amigos, Judith Gould é o pseudônimo de Rhen Gallaher e Nick Bienes, dois homens... muito interessante!!!

Bem... o que eu achei do livro? Primeiro, não posso negar que por ele ser muito longo, às vezes se torna um pouco cansativo e eu cheguei várias vezes a pular alguns parágrafos totalmente "enchendo linguiça". Mas em um todo, o livro é muito bom. Hélène é uma guerreira e apesar de jurar vingança contra todos aqueles que fizeram o diabo com ela e sua família (e bota o diabo nisso), ela não perde a doçura e a esperança. É ambiciosa sim, mas lembra sempre dos amigos e é generosa.

Entretanto, vou ter que usar de um spoiler. Apesar de ser uma mulher super-inteligente e mega-cheia de atitude, ela perde o homem que ama simplesmente porque a mãe dele faz chantagem com ela dizendo que ele não seria bem visto na sociedade se casasse com uma mulher como ela. A megera disse que deserdaria o filho se ele casasse com Hèlène e sabe o que a nossa heroína fez??? Largou o bonitão e NÃO CONTOU para ele a verdade porque não queria que ele ficasse puto da vida com a mãe! Ah, faça-me o favor... eu não sou assim tão altruísta!!! Acho que ninguém seria, mas tudo bem!!!

De qualquer maneira, o livro tem relatos muito interessantes da segunda-guerra mundial, a perseguição dos alemães aos franceses na mesma época e especialmente da era do glamour que existia e há muito tempo já passou... e que aliás, não volta mais...

Recomendo!!!

PS - Coloquei a capa em inglês porque o meu exemplar é tão velho que nem existe disponível na Internet!!!

Bjs

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Adeus, Janette - Harold Robbins


"No centro da história, estão três mulheres, tão sensuais e excitantes como somente Harold Robbins pode criar: Tanya cujo extinto para a sobrevivência levou-a dos sofrimentos da Polônia em tempo de guerra para o controle de uma vasta fortuna, cuja intensa sexualidade desperta nos homens paixões que ela não pode controlar...e que acabam por destruí-la.Janette, filha mais velha de Tanya, cuja beleza e sensualidade superam até mesmo as da mãe, que sobrevive a uma infância de extremo terror e perversão sexual, para conquistar o mundo internacional: famosa, rica, vitoriosa, elegante...mas jamais livre do passado...Lauren meia-irmã de Janette, procurando levar uma vida liberada, cuja beleza a transforma na grande sensação do mundo da moda e a atrai para o turbilhão de um crime que foi cometido antes de seu nascimento... "

Se eu tivesse que usar uma palavra para descrever este livro, eu diria: RIDÍCULO!

Já conheço bem a fórmula dos livros de Harold Robbins: mulheres lindas, vulgares, drogas, bebida e muito sexo. Mas, no meio de tudo isso, você encontra uma boa história e personagens marcantes. O que não foi nem de longe o caso de Adeus, Janette. Deixando de lado o fato (para mim, no mínimo bastante relevante) de que o livro não tem sentido algum, ainda presenciamos "cenas" do mais puro sexo pervertido, uso deliberado de drogas, mostrando que elas te ajudam em situações difíceis (olha que exemplo!!!) e a vulgarização do amor de todas as formas.

Bem, deixa eu tentar explicar (se é que eu vou conseguir) a história (se é que existe uma). Tanya é linda e mega-esperta. Ela se torna governanta e se envolve com um capitão rico, que apesar de ter mulheres e filhos, a toma como amante e deixa TODO O SEU DINHEIRO para ela! Consequentemente, quem se dá bem é sua filha, a linda Janette, que a exemplo da mãe, também passa a usar o sexo para conseguir as coisas que quer. E vira uma executiva da moda. Ainda temos também a irmã de Janette, a também belíssima Lauren. Essa, é a melhorzinha do livro em matéria de vulgaridade (não que ela não seja vulgar). Mas para compensar a falta desse atributo, ela é completamente viciada em drogas. E o mais interessante é que Robbins em nenhum momento faz alguma objeção a isso no livro. Todo mundo acha normal a atitude delas.

Além de tudo isso, não consegui encontrar nenhum personagem masculino interessante no livro. Talvez, quem sabe Johann, o tutor de Janette e Lauren, mas mesmo assim o achei um tanto quanto bobão.

Não sou nenhuma puritana. Muito pelo contrário... gosto de livros de romance, inclusive os de banca que com certeza estão longe de terem censura livre, mas gosto de ler livros onde o sexo não é simplesmente banalizado e transformado em uma coisa nojenta e pervertida. Pelo menos essa é minha opinião! Respeito a opinião dos que gostaram! E apesar disso, vou tentar continuar com a imagem de Harold como o brilhante autor de livros como 79 Park Avenue e Uma prece para Danny Fisher.