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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Cartas na mesa - Agatha Christie

Já faz algum tempo que eu ando travando uma relação de distância com tia Agatha Christie. Ela é sem dúvida uma das minhas escritoras favoritas, adoro Hercule Poirot, amo Miss Marple, mas todos os livros dela que eu começava a ler, acabava sempre deixando pela metade, entediada com o desenrolar dos mesmos.

Decidi então tentar mais uma vez e escolhi Cartas na mesa, cuja edição é exatamente essa da foto e eu não tinha nem a sinopse na contracapa do livro para me dar uma direção do que iria acontecer. Melhor assim, pensei eu, e iniciei a leitura.

Não é exatamente daquelas melhores histórias da Rainha do Crime, que você mal consegue largar como O caso dos dez Negrinhos, Treze à mesa ou Um crime adormecido, mas flui tranquilamente e em nenhum momento você tem noção de quem é o assassino.

O enredo constitui em uma festa na casa de um homem excêntrico onde os seus oito convidados começam duas partidas de bridge - quatro em cada mesa. Uma dessas mesas é formada por pessoas normais, sendo que todas têm um segredo e um crime na consciência e na outra, quatro detetives, um deles o nosso amado Poirot e outro, Ariadne Oliver, também nossa antiga amiga. Em um certo momento da noite, descobre-se que o anfitrião foi assassinado. E então? Qual dos outros quatro participantes da festa é o culpado?

Todos parecem extremamente suspeitos e ao mesmo tempo inocentes. Até o minuto final do livro ainda não se tem certeza de quem é realmente o assassino e mais uma vez a massa cinzenta brilhante do nosso belguinha favorito chega a uma conclusão totalmente inesperada!

Então voltei às boas com a velhinha Christie e fiquei muito feliz com isso, afinal, não há cabecinha mais fértil nesse mundo para um bom crime.

Bjs (sem músicas hoje!!!)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Uma voz na escuridão - Sandra Brown


Sabe aqueles livros que você se surpreende a cada página, tem vontade de ler na cozinha, no banheiro, no shopping, no cinema e deixa até de dormir para saber o que vai acontecer no próximo capítulo? Se é um desses que você está precisando, não hesite em escolher "Uma voz na escuridão"!

Paris Gibson é uma mulher solitária que vive isolada do mundo, sendo seu único contato com ele, a rádio onde trabalha. Paris é muito boa no que faz, tanto que os ouvintes a adoram e ligam durante a madrugada para seu programa pedindo conselhos dos mais diversos assuntos. Um desses ouvintes tem o codinome Valentino e o recado que ele tem para a locutora é que ele sequestrou sua namorada e pretente torturá-la e matá-la em setenta e duas horas.

Desesperada, sem saber se a confissão se tratava ou não de um trote, Paris recorre à polícia e descobre que o psicólogo responsável em traçar perfis psicológicos de assassinos para a polícia era Dean Malloy (ai, ai), um antigo amor.

A história de Dean e Paris é um caso a parte na história, mais uma das sensacionais tramas que Sandra Brown criou em sua história incrível.

Bem, enquanto lemos o livro, nos deparamos com diversos possíveis suspeitos e ficamos cada vez mais tensos porque o tempo vai passando e a vida de Janey, a menina sequestrada (que de vítima e santa não tem nada) vai ficando por um fio. Além disso, Valentino promete que depois de Janey, será Paris a ter o mesmo destino, e ela passa então a temer pela própria vida.

Sandra Brown entrou na minha lista de autoras geniais. Comparo o estilo dela com o de Erica Spindler, ágil, tenso e definitivamente recomendável!

E para não perder o costume, pensei numa música que acho que tem tudo a ver com o livro - chama-se Call me in the name of death da banda Hangar. Aliás, o cd deles, único lançado, conta a história de um serial killer em cada uma das músicas. É pessoal, aos poucos vou mostrando meu lado malvadinho de metaleira para vocês!

Ah, não posso deixar de mencionar que a banda Hangar é brasileira e é muito simpática (tirando o baixista). Eu tive o prazer de tocar no mesmo evento que eles com a minha antiga banda Sonnora em Teresópolis - RJ.


quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Medo Mortal - Robin Cook


Gosto muito do Robin Cook, da maneira como ele escreve, como constrói seus suspenses de um tema muito interessante: como a medicina também pode ser cruel e ao invés de criar a cura para as mais diversas doenças, pode criar catástrofes apenas por ganância.

Essa então é a premissa de Medo Mortal - vários pacientes aparentemente saudáveis do Dr. Jason Howard estão morrendo de forma absurda, como se tivessem muito mais idade do que realmente tinham. No início, ele acha que se trata de uma epidemia gravíssima, mas quando um famoso cientista morre sob as mesmas condições perturbadoras é que ele começa a investigar e descobre que por trás dessas mortes existe um propósito maior, o de fazer dinheiro a todo custo.

Gostei do livro. Não é o meu preferido dele, perdendo de longe para Sinais Vitais, que é magistral. Achei o suspense bom, coerentemente criado, a história bem contada, mas os personagens são sem-graça. Achei o Dr. Jason meio chatinho e não consegui compreender como a simpática personagem de Carol, dançarina de boate que o ajuda a desvendar o caso (e que por acaso vai fazer doutorado em psicologia - uau!) e que é a mais legal do livro, consegue aturar o mala do médico e ainda se apaixonar por ele. Além disso, descobri logo de início quem estava tramando a parafernália toda.

Esquecendo essas questões acima, o livro é muito interessante e vale a pena ser lido. Apesar da linguagem médica sempre atordoante, que já é característica de Cook (que aliás, era muito bonito quando jovem, vide a contracapa do livro), é fácil de ler e dá para terminar de um fôlego só. Além disso, nos faz pensar o quão grande pode ser a ganância do ser humano, a ponto de tirar vidas para fazer mais dinheiro, afinal, isso pode ser apenas um livro de ficção, mas que podia muito bem ser real, podia!

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Labirinto - Kate Mosse


Confesso que tive muito medo de começar a ler esse livro. Duas amigas minhas cujas opiniões eu levo muito em consideração, ainda mais no quesito literatura, pararam de lê-lo muito antes da metade. Apesar disso, eu fui teimosa e o peguei emprestado com uma delas e comecei a ler.

Desde o início, eu senti que ia ser um livro pelo qual eu ia me arrastar bastante, e não deu outra... de acordo com meu histórico de leitura no Skoob, eu comecei a ler dia 25/12/2009 e só fui terminar agora - 07/01/2010.

O livro conta a história de duas mulheres - Alice e Alais - cada uma em sua época, dias atuais e era Medieval, respectivamente. Ambas têm uma ligação muito forte com um segredo que está ligado à existência do Graal e cada uma tem sua dose de sacrifício para salvar esse segredo e também sua vida.

Não que o livro seja ruim... está longe disso, mas não é uma história que empolgue, daquelas que você tem vontade de largar tudo o que está fazendo para ler e saber o que vai acontecer em seguida. Entretanto, Kate Mosse construiu uma "aventura" com toques de suspense muitíssimo instigante, que seria um livro mais do que imperdível, se ela não pecasse pelo excesso de detalhes.

Eu sei que detalhes são importantes em um livro. São praticamente indispensáveis para que o leitor imagine os personagens, os ambientes, os objetos... ainda mais em um livro com uma grande parte passado há muitos séculos atrás, onde não temos uma noção muito vívida de como eram as coisas. Gostei particularmente da riqueza com que ela explorou essa parte "medieval" da história e me vi fascinada pelos personagens ricos, especialmente por Bertrand, pai de Alais, que é de longe meu personagem favorito do livro. Porém, as partes do livro passadas nos tempos atuais não me prenderam tanto. Alice não é uma tão interessante como eu esperava que ela fosse e me vi um tanto entediada em diversas partes da história.

Não é difícil associar esse livro com outroa como Código Da Vinci por exemplo. Apesar disso, se formos comparar, a leitura de Dan Brown é mais ágil e dinâmica, mais fácil. talvez.

Não acho que Labirinto seja um livro que eu vá ler novamente algum dia. Na verdade, nem sei se vou ler Sepulcro, apesar da história ter me interessado mais. Quem sabe???

Bem, achei uma música que me remeteu a esse livro. Vale a pena ouvir, apesar de eu não gostar muito da voz da vocalista.



domingo, 15 de novembro de 2009

Fetiche - Tara Moss


Certo dia, vasculhando o ótimo blog Um livro no chá das cinco, me deparei com a resenha do livro Fetiche de uma até então desconhecida autora - Tara Moss. Fiquei curiosa em lê-lo, afinal, a sinopse me agradava muito e o currículo da autora me chamou a atenção. Uma semana depois eu o achei em um sebo e comprei!

Fiquei muito decepcionada com o que li. Não que o livro seja mal escrito, nada disso! Tara Moss provou que beleza e inteligência podem mesmo andar de mãos dadas, afinal, a enorme foto da escritora/modelo na contra-capa do livro nos deixa um pouquinho com inveja do rosto perfeito que ela tem. Sua escrita é simples, com relatos interessantes e uma visível segurança naquilo que estava sendo contado. Tara é uma boa escritora, sem dúvida.

Entretanto, o desenrolar do livro não me agradou...

Vamos por partes... Fetiche conta a história de Makedde Vanderwall, uma linda modelo de 25 anos que viaja para Sidney para encontrar sua melhor amiga, que vem a ser vítima de um serial killer responsável pelos "Crimes do salto-alto", uma vez que ele não apenas destroça suas vítimas, como também coleciona seus sapatos de salto agulha. A protagonista, que é visivelmente um alter-ego da autora, passa a investigar por conta própria (já que está se formando em psicologia forense e seu pai é um policial aposentado que alimentou ainda mais o gosto dela por crimes e suas investigações) o responsável pela morte de sua amiga e no decorrer da trama se vê tanto envolvida com o detetive Andy Flynn quanto lentamente se tornando o próximo alvo do assassino.

Ok, a sinopse chama a atenção... porém, ao longo do livro, percebemos muitas passagens um pouco sem sentido e diálogos ainda mais superficiais. O romance que ela tentou encaixar entre a modelo e o detetive é muito sem sal e ele próprio é um personagem chato e completamente anti-sedutor, descrição contrária à que vemos na capa do livro. Makedde é uma boa personagem - utópicamente corajosa às vezes - mas ainda sim, interessante, decidida e inteligente. O assassino também é totalmente sem noção. Para quem gosta dos desfechos dos livros de Patricia Cornwell, é um prato cheio... deixa eu ficar calada para não colocar spoilers demais na resenha.

Não que eu tenha me arrependido de lê-lo, mas é um livro do tipo "descartável", daqueles que se lê apenas uma vez. Não sei também se vou me dar ao trabalho de ler os outros da autora que compõem uma série, todos com a personagem Makedde... quem sabe?

Bjs!

PS- Em breve vai entrar o novo layout do meu bloguinho!!! Contando os minutos...

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

O mapa dos ossos - James Rollins


"Um grupo de mercenários disfarçados de monges rouba ossos dos Reis Magos e extermina fiéis com hóstias envenenadas. Ao seguir a única pista deixada pelos assassinos o símbolo de dragão na roupa do líder, a equipe de Gray Pierce se depara com um segredo sagrado há muito perdido e que colocará as chaves do mundo na mão do seu descobridor. É impossível largar esse romance enquanto não terminar a corrida contra o tempo para salvar o planeta de uma fraternidade tão antiga e secreta quanto mortal."

Gente!!! Isso não é um livro, é uma enciclopédia ambulante!!! Nunca aprendi tanta coisa de história, geografia, simbologia e religião!!!

Pois é, sabe aquele livro que você não conhece o autor, mas achou a sinopse o máximo e colocou na cabeça que tinha que ler??? Pois é, foi isso que aconteceu com O mapa dos ossos. Acabou que depois de um tempo, meu noivo comprou a trilogia e eu, claro, não tardei em me interessar em ler.

Desde o começo já deu para perceber que o enredo era de tirar o fôlego, embora a sinopse na contracapa do livro seja muito confusa. Não deu outra. O livro é ação do começo ao fim, e tem até um romancezinho coadjuvante para dar uma graça.

Não tem como explicar exatamente sobre o que se trata, mas vou tentar resumir. Um massacre em uma igreja na Alemanha, durante uma missa acontece e também o roubo de uma relíquia de valor inestimável - os ossos dos Reis Magos bíblicos. Entretanto, o método utilizado para o assassinato de todas as pessoas que estavam na igreja é muito curioso e desencadeia muitas dúvidas. Entra em ação então a Força Sigma, que dispõe de "soldados" MEGA-INTELIGENTES, além de competentes, para a missão de descobrir o que há por trás de tudo isso. Juntamente com esses soldados, existe a tenente Rachel Verona e seu tio (fofo, querido, que eu adoraria ter como meu personal-sabe-tudo-para-horas-de-encrenca), que também foram designados para desvendar o mistério. Mistério esse que MEU DEUS! Envolve tanta coisa que se eu resumisse iria se tornar um post-testamento. Portanto, vou deixar o gostinho da dúvida com vocês e a certeza de que é um livrão com toques de "Código da Vinci", só que menos divulgado.

Quanto aos personagens centrais do livro, eu já citei o Tio Vigor que é um amor, mas sua sobrinha... ela começa o livro como tenente durona, cheia de marra e o termina como mocinha assutada e em perigo que o espetáculo do Gray tem que salvar. Acho até legal esse papelzinho de donzela em perigo, mas não em uma policial, e não o tempo todo! Fazer um charminho até tudo bem, né???

Aliás, eu já falei que o Gray é um espetáculo?????? Nooooossa!!! *suspira* - espero que nos outros livros ele encontre uma mulher mais a sua altura!!!

Bem, recomendadíssimo para os amantes dos livros que nos deixam sem fôlego do início ao fim e para aqueles que adoram histórias cheias de informações linkadas umas nas outras, que muitas vezes nos fazem pirar e pensar: como esse autor conseguiu pensar em tudo isso???

Bjks

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Beco sem saída - Mary Jane Clark


"No mundo pós-11 de Setembro, a morte pode vir de todos os lados. A produtora de TV Annabelle Murphy, responsável pelo quadro médico do noticiário KEY to America, ganha a vida elaborando reportagens que instruem a população a prevenir e remediar todos os tipos de doenças. Mal sabe ela que, enquanto percorre tranqüilamente os corredores da emissora onde trabalha, pode estar se expondo a uma das mais terríveis bactérias conhecidas: o antraz. Mas quem espalha esse mal não é a natureza - é o próprio homem. No romance Beco sem saída, a escritora de sucesso Mary Jane Clark se inspira na paranóia bioterrorista para criar um suspense psicológico no qual o assassino pode estar muito mais próximo do que parece."

Esse foi o primeiro livro que li dessa autora. Impressão? Boa! Ela realmente sabe escrever, construir um suspense intenso e interessante e personagens bons. (Tudo bem que o marido da protagonista é um CHATO!)

Tudo começa quando um o apresentador do programa do qual Annabelle é produtora leva um vidro de antraz para o estúdio, apresentando para os telespectadores como é fácil conseguir aquela substância perigosa. Depois disso, uma onda de pânico começa a abalar a rede de tv e assassinatos começam a ocorrer. Ok! Trama original - porém, o que deixou a desejar no livro?

Primeiro - o inicio não me empolgou... fui ficar realmente "presa" ao livro da metade para o fim, segundo - são muitos personagens... uns totalmente desnecessários e eu acho que foram tantas pessoas encaixadas na história apenas para nos confundir quanto a identidade do assassino. Terceiro - o motivo do assassino é MUITO sem noção. Eu adivinhei quem era (porque também não é muito difícil), mas existiam pessoas que teriam motivos bem melhores para matar o dito cujo (aliás... oh homem desgraçado que TODO MUNDO tinha um motivo para ficar puto da vida com ele!).

A maneira de Mary Jane escrever me lembrou um pouco Sidney Sheldon - claro, o "tio" tem seu modo peculiar, inimitável de escrever, mas ela é ágil assim como ele e joga pistas no ventilador exatamente como ele fazia. Tipo assim: toma ai uma evidência leitor e se vira para entender! Eu acho isso o máximo! Um dia eu chego lá!!!

Bjks pessoal!



terça-feira, 26 de maio de 2009

A herdeira - Sidney Sheldon


"Após a morte de seu pai, Elizabeth herda uma grande empresa, se tornando uma mulher rica e poderosa. Agora, sua companhia vem sendo vítima de sabotagem. Terá de enfrentar aqueles que querem tirar o seu poder, e ao mesmo tempo de fugir de um assassino que quer tirar a sua vida."

Assim como a Tia Nora, o Tio Sidney é uma coisa né? O livro começou estranho, meio fraco, confuso, mas do nada deu uma reviravolta e ficou muito interessante.

A história começa com várias pessoas, mais precisamente casais e um rápido relato da vida de cada um. Nestes casais, sempre um dos envolvidos tinha um motivo para matar Sam, o dono de uma empresa muito lucrativa. Sam não queria que as ações da empresa fossem vendidas para pessoas de fora da família. Entretanto, a venda dessas ações seria muito vantajosa para todas essas pessoas.

Quando Sam morre, em circunstâncias suspeitas, a filha dele assume seu cargo, contrariando as espectativas de todos e mantém a convicção de que ninguém pode vender as ações da empresa e começa a ser perseguida.

A escrita de Sidney Sheldon tem uma magia inexplicável. Ele escreve com uma rapidez e uma segurança de tirar o fôlego e por mais que suas histórias muitas vezes pareçam bobas, elas sempre acabam surpreendendo o leitor e tendo finais ótimos. Vale a pena chegar até o final! Recomendo!

quinta-feira, 30 de abril de 2009

Alguém espia nas trevas - Mary Higgins Clark


"Ronald Thompson sabe que não matou Nina Peterson. Mas mesmo assim foi julgado culpado e condenado à pena capital. Sua execução esta marcada para acontecer em dois dias. Mas a morte de Thompson não vai ajudar a diminuir a dor e a raiva de Steve, viúvo de Nina. Nem amenizará o sofrimento de Neil, filho de seis anos do casal que viu a mãe ser brutalmente assassinada. Um novo relacionamento com uma jornalista alivia a tristeza de Steve. Aos poucos, Sharon Martin torna-se parte da família e seu amor, com a ajuda do tempo, faz com que as piores lembranças de Steve e Neil comecem a se apagar. Mas bem perto deles há um homem a espreita. Um psicopata inteligente que já matou antes, tem negócios inacabados no lar dos Peterson e um plano que pode resultar em centenas de vítimas."

Que me perdoe a Sra. Higgins Clark, mas eu me decepcionei e muito com esse livro. A história é boba, os personagens superficiais e o final totalmente previsível. Não sei se ela estava com algum prazo esgotado para entregar o livro e escreveu qualquer coisa para encher linguiça, mas com certeza essa não é a autora de suspenses extremamente competente que eu conheço e adoro.

A história é baseada em um casal - Steve e Sharon - sendo que ele é a favor da pena de morte e ela contra e o livro começa exatamente com eles em um programa em um debate sobre isso. Mas, para a minha surpresa, eles já eram namorados nessa ocasião, o que deixou o romance ainda mais sem sal. Tá, tudo bem que o livro tem apenas 228 páginas, mas dava para dar um toque de romance mais interessante a isso tudo.

Bem, mas a questão pricipal não é essa! Aí vem SPOILER!

Sharon e o filho de Steve (uma criança meio malinha para piorar ainda mais a história) são sequestrados e o livro fica o tempo inteiro contando sobre como eles vão desvendando o culpado e "cenas" no cativeiro, onde o sequestrador é um tarado e doido varrido que acha que a mulher está apaixonada por ele.

Bem, resumindo... personagens fracos (e olha que eu sou craque em sentir falta de um ou outro personagem quando termino de ler um livro, mas nesse só lembro dos nomes por um milagre), história inconsistente e faltou aquela ironia típica da Mary Higgins Clark que me encantou em Adoro música, adoro dançar! Confesso que pulei até algumas páginas de tão entediada. Pois é... há muito tempo não leio um livro tão chatinho.

Bjs

domingo, 19 de abril de 2009

O caçador de almas - Alex Kava


"A agente Maggie O’Dell está de volta num dos maiores desafios de sua carreira. Especialista em traçar o perfil psicológico de serial killers, a princípio a agente não entende porque seu chefe a designou para dois casos aparentemente desconexos. Mas quando ela e seu parceiro, o agente especial R.J. Tully, se aprofundam nas investigações, descobrem que há uma ligação: o reverendo Joseph Everett, líder da Igreja da Liberdade Espiritual, à qual pertenciam seis jovens que se suicidaram em uma cabana. O carismático líder religioso cultivou uma legião crescente. Quase intocável, ele vive sob uma pesada segurança que a polícia é incapaz de penetrar. Maggie só encontra uma forma de se aproximar: sua própria mãe, que é membro da igreja. Seria Everett um psicótico que utiliza seu poder para praticar seus crimes? Ou ele é meramente um bode expiatório para um assassino mais perspicaz, mais disciplinado que ele? "

***


Confesso que tive os dois pés atrás quando comecei a ler esse livro. Minha mãe o leu e não gostou e já me haviam dito que Alex Kava às vezes se enrola no meio da trama. Bem, ainda bem que eu resolvi tirar minhas próprias conclusões! O livro (na minha opinião) é excelente!

Tudo bem que eu achei a agente Maggie O´Dell um tanto quanto chatinha e enjoada, com seus problemas psicológicos e a dificuldade que ela tem de se aproximar das pessoas, mas isso é apenas um fato mediante uma história realmente interessante. Até porque, o que eu achei muito legal é que diferente de outros livros do gênero, a policial mega-competente não faz tudo sozinha. Existem outras pessoas envolvidas no caso que a ajudam. Tudo bem que eu adivinhei o assassino desde o início, até porque não é muito difícil, mas isso é um mero detalhe!

Achei algumas semelhanças dela com a escritora Patrícia Cornwell, mas felizmente, Alex Kava tem uma maneira melhor de desvendar o assassino, enquanto a outra... bem, por enquanto, para mim, foi só decepção. Claro que esse foi o primeiro livro de Alex que eu li. De repente, eu também me decepcione em leituras futuras... quem sabe?

Ah, ontem fiz duas aquisições: Fetiche de Tara Moss e O testamento de Julie Garwood, mas ainda vão demorar para aparecer aqui, até porque eu tenho uma penca de coisas para ler antes. Quem manda ser compulsiva?

Até mais!


segunda-feira, 30 de março de 2009

A firma


"Mitch McDeere, o herói desse romance (que Tom Cruise encarnou no cinema) é um rapaz simples mas ambicioso, cujos únicos bens dignos de menção são um cérebro, um diploma de Harvard e uma linda esposa que o ama.Quando um escritório de advocacia de Memphis lhe faz uma proposta de trabalho, Mitch vê sua chance; troca seu carro velho por uma BMW nova, seu pequeno apartamento por uma casa na melhor parte da cidade. Seu trabalho, perfeitamente legal, é assessorar clientes que se incomodam um tanto com os impostos a pagar.Tudo parece seguir o rumo da normalidade para um jovem brilhante, exceto pelas mortes dos associados da firma - e se o FBI não estivesse tão interessado nessa rotina. Essa obscura firma tem seus segredos, suas inconfessáveis conexões; sua fachada elegante encobre uma entrada para o submundo - e seus chefões parecem ter subestimado as habilidades de Mitch."

***

Meu primeiro post... e fico muito feliz que seja para falar de um livro que muito me agradou. A leitura é extremamente tensa! Do início ao fim, John Grisham traça uma história consistente e personagens muito reais, com defeitos e qualidades e principalmente ambições que se torna inevitável não nos identificarmos com eles e sentirmos pena por tudo que eles passam ao longo da história.

Mitchell, o personagem principal pensa ter tudo na mão, mas percebe que tudo não passa de um pesadelo, quando percebe que a sua ambição colocou a sua vida e da mulher que ele ama em perigo.



Eu, como uma boa leitora assídua, costumo pegar carinho pelos personagens, e neste caso eu peguei carinho por Abby, esposa do personagem principal, especialmente depois do Mitch fazer uma braba sacanagem com ela. Além disso, ela passa por cada perrengue por causa do marido. Ele que indiretamente a meteu na confusão toda e ela acaba pagando o pato.



Gostei muito do livro, mas o filme...



Para quem não sabe, uma boa parte dos livros de Grisham se torna filme. Quase todos são excelentes. Talvez, pelo fato de que eu tenha visto todos antes de ler o livro. Com "A firma", foi diferente. No mesmo dia que terminei de ler o livro, coloquei o filme para ver. A decepção já foi grande quando li no livro que Mitch tinha 1.85m de altura e isso, somente essa informação já afastou a imagem de Tom Cruise como personagem principal. Porém, a atuação dele foi muito boa e convenceu! O filme não é ruim, mas muitas coisas importantes se perderam... e o final... sem comentários...



Comentários sobre o filme à parte, o livro é muito legal, prende a atenção do leitor do início ao fim e nos faz pensar até onde nossa ambição pode nos levar.



Até o próximo post!