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quarta-feira, 14 de outubro de 2009

A máscara da sedutora - Victoria Holt


Cansei de sinopses prontas de Internet! Vou começar a resenha do nada e eu mesma vou explicando o livro ao longo do post!!!!

Pessoal, eu li o livro em português mesmo, mas não achei nenhuma capa decente no google, então tive que apelar para o Fantastic Fiction. Fora isso, o meu exemplar é tão velhinho, da Nova Cultural e em péssimo estado hahaha.

Falemos do livro. Não é um livro que se devore, pelo menos para mim. É um tanto arrastado e muitas vezes cansativos, mas a história é interessante, apesar de ter uma trama um tanto quanto mexicana. A mocinha (que tem um nome de Suewellyn - como se pronuncia isso?) foi gerada de uma traição entre um homem casado e a melhor amiga de sua esposa. Para piorar toda a situação esse homem ainda matou o próprio irmão que dava em cima de sua amada. Por isso, a principal do livro só conheceu seus verdadeiros pais com seis anos e foi levada por eles para uma ilha afastada de tudo e de todos. Anos depois, ela fica orfã e toma o lugar da meia-irmã (que é miraculosamente igual a ela) e herda toda a fortuna da família.

Bem, a trama real do livro deveria girar em torno do disfarce de Suewellyn e seus dias de usurpadora (eita sbt!!!), porém, o livro demora umas duzentas páginas para chegar nessa parte e quando chegou, pelo menos eu, já tinha perdido todo o interesse pela história. Já estava doida para que tudo acabasse para eu poder partir para outra aventura literária, que com sorte seria bem mais emocionante!

Eu já tinha lido um livro da Victoria Holt antes - A mulher secreta. Outro livro que prometia ser ao melhor estilo O morro dos Ventos Uivantes, cheio de leves menções sobrenaturais, mas agora já percebi que os livros dessa autora prometem muito mas não chegam exatamente a cumprir. Uma pena, pois ela escreve muito bem, com leves toques de Jane Austen, com aquele humorzinho irônico.


Ah, pessoal! Respondendo aos comentários das minhas amiguinhas quanto ao meu sumiço, eu estava sem computador e postar do trabalho também não estava dando pois estava cobrindo férias de uma colega, ou seja, trabalho em dobro, sem tempo nem para respirar, mas muito obrigada pelos comentários carinhosos. Estava morrendo de saudade de fazer uma resenha e trocar minhas opiniões com vocês!!!!

Bjs

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O senhor March - Geraldine Brooks

"No romance de Brooks, o senhor March surge como um sacerdote idealista nas regiões devastadas pela guerra, que testará a fé em si mesmo e na causa que defende, pois, conforme os dias passam, March evidencia que também é capaz de atos de barbárie e racismo. Entre um ataque e outro, acaba sendo gravemente ferido, mas, ao recuperar-se de uma quase-morte, vê-se à frente de mais um desafio: reconstituir seu corpo e sua alma, que estão em frangalhos, para reencontrar uma família que foi deixada para trás e que não imagina quanto a guerra o transformou."


Pessoal, sei que ando meio ausente do mundo blogueiro, mas o tempo anda curto, mas por uma boa causa, eu estava ajudando meu noivo a escolher um cãozinho para adotar. Mas a missão foi cumprida e o nosso novo amiguinho já estará com ele no sábado! E também demorei a fazer outra resenha, porque interrompi minha leitura de "Pecado Original" pois estava ansiosa para ler um livro que ganhei de presente chamado "O senhor March".

Há algum tempo atrás, meu melhor amigo Diego (aliás, feliz dia do amigo para todos) me presenteou com um livro da Geraldine Brooks - Memórias do livro - e até hoje eu não li. É essa minha mania de comprar muitos livros e ir lendo aos poucos. Bem, portanto "O senhor March" virou o primeiro livro que li da autora, aliás, uma excelente surpresa.

Geraldine conta a história de um homem - March - e de suas experiências durante a Guerra Civil Americana, e faz isso de uma maneira tão realista que você passa a questionar se o livro é mesmo ficção ou não. Apesar dessa "dose" de realidade que são os fatos de uma guerra, March é sensível e idealista. Ele nos demonstra essas características quando relata com muita paixão a história de sua luta pelos ideais abolicionistas, a crueldade da guerra e a separação da família. Isso faz do livro, uma história muito bem contada.

Não posso negar que o livro é bem triste, mas é isso que faz dele ainda mais belo. Cada passagem é praticamente uma lição de vida que merece ser apreciada e compreendida.

Então é isso pessoal... agora vou retomar a leitura de Pecado Original e em breve retorno com a resenha! Bjs!

PS - Para quem quiser apreciar o primeiro capítulo:

http://www.osenhormarch.com.br/


sexta-feira, 10 de abril de 2009

O Palácio Carmesim


Tudo deveria acontecer da maneira mais simples: eles se encontrariam, se apaixonariam e seriam felizes por toda a vida. Mas a busca da americana Marya Alexiev por suas raízes e a convicção ideológica de Stephan Strakhov os levam a pontos tão diferentes que nem o amor nascido a bordo de um navio pode ligar.Enquanto ele volta do exílio para lutar contra a miséria imposta pelo poder imperial despótico, ela conhece Ivan Paskevitch, o rico e astuto conselheiro do Czar. A partir daí estabelece-se o triângulo de O Palácio Carmesim, uma história de amor, ambição, honra e vingança que se desenvolve sob o clima de agitação política e social da Revolução Russa, narrada com vigor e elegância por Jacqueline Briskin.

Jacqueline Briskin teceu uma história muito profunda com um consistente relato histórico da época da Revolução Russa. Sem dúvida O Palácio Carmesim é uma história intensa e tensa, que muitas vezes me deixou com raiva dos personagens como se eles fossem reais.

Atenção... vou usar alguns SPOILERS...

Raiva foi realmente o sentimento que eu senti pelos três personagens principais da trama. A começar por Marya que se mostrou indecisa entre dois homens completamente diferentes entre si, um idealista e um burguês egoísta e obsecado. Ela me deixou irritada pela facilidade com que ela perdoou um homem que a espancou na primeira vez que a levou para cama, a estuprou e que ao descobrir uma traição a prendeu numa solitária de uma prisão por um ano! E ainda, depois de tudo isso ela se casa com ele!

Stephan, o "mocinho" do livro tem igualmente seus momentos "quero te matar, seu idiota!" pois ele ama Marya, mas mesmo assim ele assiste o outro se tornar possessivo dela e não faz NADA! Além disso, ele coloca seus ideais altruístas a frente de qualquer coisa, inclusive desse amor. Mas ele é bonzinho, faz caridade e quer a paz no país que ele ama, por isso a gente perdoa.

Já Paskevitch, é uma incógnita. Como eu disse acima, ele judia muito da protagonista, mas a ama e prova isso muito mais do que Stephan e ele também tem seus momentos de bonzinho, mas na maioria das vezes ele faz tudo para se beneficiar de alguma forma. É um vilão, sem dúvida, mas um vilão que a gente acaba até se afeiçoando e sentindo pena durante a leitura.

Bem, já falei demais do livro e sem dúvida é uma bela história que me cativou, apesar de eu ter demorado um pouco para começar a lê-la. Estava meio receosa, uma vez que estava um pouco cansada de sagas. Porém, a autora muito me agrada e já não é de hoje que os livros dela se tornam bos surpresas para mim. Recomendo!!!

Ufa, agora posso voltar a ler o livro que tinha esquecido na casa do meu noivo!!!! Até a próxima!!!