
"Ronald Thompson sabe que não matou Nina Peterson. Mas mesmo assim foi julgado culpado e condenado à pena capital. Sua execução esta marcada para acontecer em dois dias. Mas a morte de Thompson não vai ajudar a diminuir a dor e a raiva de Steve, viúvo de Nina. Nem amenizará o sofrimento de Neil, filho de seis anos do casal que viu a mãe ser brutalmente assassinada. Um novo relacionamento com uma jornalista alivia a tristeza de Steve. Aos poucos, Sharon Martin torna-se parte da família e seu amor, com a ajuda do tempo, faz com que as piores lembranças de Steve e Neil comecem a se apagar. Mas bem perto deles há um homem a espreita. Um psicopata inteligente que já matou antes, tem negócios inacabados no lar dos Peterson e um plano que pode resultar em centenas de vítimas."
Que me perdoe a Sra. Higgins Clark, mas eu me decepcionei e muito com esse livro. A história é boba, os personagens superficiais e o final totalmente previsível. Não sei se ela estava com algum prazo esgotado para entregar o livro e escreveu qualquer coisa para encher linguiça, mas com certeza essa não é a autora de suspenses extremamente competente que eu conheço e adoro.
A história é baseada em um casal - Steve e Sharon - sendo que ele é a favor da pena de morte e ela contra e o livro começa exatamente com eles em um programa em um debate sobre isso. Mas, para a minha surpresa, eles já eram namorados nessa ocasião, o que deixou o romance ainda mais sem sal. Tá, tudo bem que o livro tem apenas 228 páginas, mas dava para dar um toque de romance mais interessante a isso tudo.
Bem, mas a questão pricipal não é essa! Aí vem SPOILER!
Sharon e o filho de Steve (uma criança meio malinha para piorar ainda mais a história) são sequestrados e o livro fica o tempo inteiro contando sobre como eles vão desvendando o culpado e "cenas" no cativeiro, onde o sequestrador é um tarado e doido varrido que acha que a mulher está apaixonada por ele.
Bem, resumindo... personagens fracos (e olha que eu sou craque em sentir falta de um ou outro personagem quando termino de ler um livro, mas nesse só lembro dos nomes por um milagre), história inconsistente e faltou aquela ironia típica da Mary Higgins Clark que me encantou em Adoro música, adoro dançar! Confesso que pulei até algumas páginas de tão entediada. Pois é... há muito tempo não leio um livro tão chatinho.
Bjs